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sábado, 27 de junho de 2020

ARTE E TECNOLOGIA EGÍPCIA – TEMPLO DE KARNAK

Prof. Dr. Oscar Luiz Brisolara


O nome Karnak origina-se de uma aldeia vizinha chamada El-Karnak, no entanto, para os antigos egípcios o agrupamento de templos era conhecido como Ipet-sut.
O conjunto de prédios conhecido como Complexo do Templo de Karnak é formado por um vasto aglomerado de templos, capelas, pilares e muitos edifícios com as mais variadas funções religiosas e civis.

Sua construção iniciou no reinado Senusret I, no Médio Império Egípcio e continuou até o período ptolomaico, embora a maioria dos prédios existentes datem do Novo Império. O Médio Império começou por volta de 2.000 a. C., com a coroação de Amenhemet I, que inaugurou a XII dinastia dos reis das planícies do Nilo.

O Novo Império Egípcio inicia por volta de 1550 a.C. e termina em 1070 a.C. Inclui a XVIII, XIX e XX dinastias, que governaram a partir capital da cidade de Tebas. O Império Novo começa com a expulsão dos Hicsos, um povo semita que se tinha fixado na região do Delta e que tinha usurpado o poder. Ahmés (ou Amósis), primeiro rei da XVIII completou a tarefa de expulsão do Egito desse povo invasor.

O Período Ptolomaico da história egípcia é o mais próximo da era cristã. Começa em 305 a. C, quando um general do imperador Alexandre Magno, Ptolomeu I Sóter, torna-se rei do Egito e se estende até o ano 30 a. C., momento em que Cleópatra é deposta pelos exércitos romanos e o Egito é posto sob o domínio de Roma.

Esse conjunto de templos faz parte da monumental cidade de Tebas que se torna a nova capital do Egito. No Antigo Império Egípcio, a capital era Mênfis, situada na margem ocidental do Nilo, ou seja, na margem esquerda, no sentido em que o rio corre em direção ao Mar Mediterrâneo. De Mênfis, situada no baixo Nilo, próxima do delta, há pequenas ruínas. Próximas a ela estavam as três grandes pirâmides e a grande esfinge.

A capital do Médio Império Egípcio era Tebas, situada no alto Nilo, distante acima, da antiga Mênfis. Pois nessa cidade estava o conjunto de templos de Karnak e também o templo de Luxor.
O complexo é um grande museu ao ar livre. Acredita-se que seja o segundo local histórico mais visitado no Egito; apenas abaixo do conjunto das Pirâmides e a Esfinge de Gizé, perto do Cairo. É composto de quatro partes principais, das quais apenas a maior é atualmente aberta ao público em geral. O termo Karnak muitas vezes é entendido como sendo a Delegacia de apenas Amon-Rá, porque esta é a única parte que a maioria dos visitantes pode ver. As outras três partes, a Delegacia de Mut, deusa do antigo Egito, localizada perto de Luxor a Delegacia de Montu, deus do antigo Egito, também próxima a Luxor e as estruturas do templo de Amenhotep IV, antigo faraó, estão fechados ao público. Há também alguns templos e santuários que ligam os arredores de Mut, a Delegacia de Amon-Rá, e o menor Templo de Luxor.

A Delegacia de Mut é muito antiga, sendo dedicada a uma divindade da Terra e da criação, mas ainda não restaurada. O templo original foi destruído e parcialmente restaurado por Hatshepsut.
A principal diferença entre Karnak e a maioria dos outros templos e locais no Egito é o período de tempo durante o qual ele foi desenvolvido e usado.

Aproximadamente trinta faraós contribuíram para os edifícios, permitindo-lhe atingir uma dimensão, a complexidade e diversidade não vista em outros lugares. Algumas das características individuais de Karnak são únicas.

Um aspecto famoso de Karnak é o hipostilo da delegacia de Amon-Rá, uma área de salão de 50.000 pés quadrados (5.000 m 2) com 134 colunas maciças dispostas em 16 linhas. Destas colunas, 122 são 10 metros de altura, e as outras 12 são 21 metros de altura com um diâmetro de mais de três metros. Hipostilo é uma palavra de origem grega cujo significado é "teto sustentado por colunas. É uma grande sala com colunas que sustentam o teto. Os templos egípcios eram construídos nesse estilo com tetos compostos por vigas de pedra inteira que cobriam as salas. Os vãos que surgem entre as colunas são chamados de naves.

As arquitraves em cima dessas colunas são estimadas a pesar 70 toneladas. Estas arquitraves podem ter sido levantadas a estas alturas, usando alavancas.

Este seria um processo extremamente demorado e também exigiria grande equilíbrio para chegar a tais grandes alturas. Uma teoria alternativa comum a respeito de como elas foram transferidas é que grandes rampas tenham sido construídas com areia, lama, tijolo ou pedra e as grandes pedras foram então rebocadas para cima das rampas. Se pedras foram usadas como rampas, eles teriam precisado de muito menos material. Para chegar ao topo das rampas, presumivelmente teriam empregado ora faixas de madeira ora pedras para rebocar os megalitos.
O fato é que os templos aí estão, como se pode ver nas imagens abaixo:

































terça-feira, 21 de abril de 2020

Cairo, a caótica e interessante capital do Egito

Cairo é uma cidade diferente, podemos até dizer pitoresca. Mas, não é para menos, pois a capital de um país como o Egito, não poderia deixar de ser interessante e inusitada ao mesmo tempo.


O Egito é um país de muitos contrastes, que são causados por diferentes fatores como religião, desigualdade social e cultura. O Cairo absorve tudo isso e ainda mescla com o desenvolvimento e o caos de uma grande metrópole. O resultado disso é uma cidade única, que nem sempre agrada ao turista, mas que com certeza o instiga a mergulhar em um microcosmo diferente.

Estação Ferroviária Ramses – Foto: Mark Fischer (CC BY-SA 2.0)

Cairo é uma grande metrópole de oito milhões de habitantes, por isso não é apenas a maior cidade do Egito, como também a maior cidade da África e do mundo árabe. Isso sem considerar a região metropolitana de Cairo, que possui 24 milhões de habitantes.

Assim, a cidade possui as mesmas dificuldades enfrentadas por toda metrópole, como trânsito e poluição. Só que no Cairo esse problema é muito maior do que você imagina. O trânsito é completamente caótico e a poluição visível e perturbadora. Porém, antes de aprofundarmos no Cairo atual, falaremos um pouquinho de como a cidade se tornou essa megalópole.

Foto: Simon Matzinger (CC BY 2.0)

História

O Egito é o berço de uma das civilizações mais antigas e fascinantes do mundo. Afinal, quem nunca estudou o período faraônico na escola? Entretanto, ao contrário do que muitos imaginam, Cairo não foi fundada nesse época, mas no século X pelo Califado Fatímida. No século XII, a cidade passou a ser a capital desse califado e foi quando começou a crescer. No século XIV, Cairo possuía uma população de meio milhão de habitantes, sendo a maior cidade a oeste da China.

Cidadela de Cairo

No século XVI, a região foi dominada pelo Império Otomano e o Cairo perdeu importância. Depois de várias invasões como a de Napoleão, o Egito ficou independente no século XIX. Porém, nesse mesmo século houve a ocupação britânica, de 1882 a 1952. Durante esse período, a população cresceu consideravelmente, de 350 mil habitantes para 1,3 milhão. Entretanto, o maior crescimento aconteceu após a fundação da República Egípcia, em 1952. Cairo, que já era o centro comercial, se tornou também um polo industrial.

Hoje em dia, a cidade não é apenas um centro econômico, mas cultural. Muitas pessoas consideram Cairo a capital cultural do mundo árabe.Al-Tannoura Dance Troupe – Foto: Nadia Ismail (CC BY-NC 2.0)
Cultura

Para vivenciar a cultura do Cairo você não precisará de grande esforço. Apenas andar pelas ruas do centro e se perder pelas inúmeras ruas do Bazar Khan el Khalili, já é suficiente para sentir o clima da cidade. De repente, você pode se surpreender com noivos passando pelas ruas e seus amigos gritando como na novela “Caminho das Índias”. Ou então, observar e tentar entender as roupas tradicionais masculinas que parecem pijamas. Para quem deseja ter uma visão mais política, pode conversar com os locais e descobrir seus pontos de vistas e visões sobre a Primavera Árabe, sobretudo porque eles acreditam que é um movimento que ainda dará mais frutos.

Noivos passeando pelo Bazar Khan al Khalili

Não digo que o clima será sempre agradável, muito menos que as ruas serão bonitas ou limpas, contudo, é uma cultura interessante de se apreciar. Sobretudo para o turista mais observador, já que a essência cultural estará meio perdida entre a ocidentalização e o cosmopolitismo da cidade.Foto: Procsilas Moscas (CC BY 2.0)

Culinária. Não podemos deixar de falar da parte gastronômica. O Egito possui uma culinária interessante e você encontrará quase todos os pratos típicos no Cairo. A cidade é um ótimo local para você experimentar novos paladares. Principalmente, porque o Egito é barato e você pode comer bem gastando pouco. Se destaca entre os pratos típicos o Koshary, uma mistura de arroz com lentilhas, macarrão, grão de bico e molho de tomate. Esse é o prato mais típico do país e também o mais barato. Não é vendido em qualquer restaurante e nos restaurantes que o vendem, costumam vender só isso! Paguei R$1,50 no prato médio de Koshary no Restaurante El Tahrir, próximo a Praça Tahrir.


Koshary do Restaurante El Tahrir


Clima

Ao contrário do sul do Egito, Cairo não é uma cidade tão quente. No verão, que vai de junho a setembro, as temperaturas podem passar dos 30°C. Já no inverno, as temperaturas são mais amenas e pode até fazer frio. A temperatura varia muito ao longo do dia; no inverno ela pode variar de 23°C durante o dia até 10°C durante a noite.

Cairo vista da Cidadela



Serapis Bei

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