segunda-feira, 30 de novembro de 2020

25 CURIOSIDADES SOBRE O EGITO QUE VOCÊ PRECISA SABER

Curiosidades sobre o Egito? Sim, existem muitas! Principalmente por sua civilização ser muito antiga.

Histórias e lendas não faltam no país dos templos espetaculares e elas são realmente fascinantes, desde as pirâmides e faraós, até as mais atuais descobertas de tumbas e múmias com mais de 4.000 anos.

Por isso, pensando neste lado curioso do país, separei 25 curiosidades, para você saber mais sobre o Egito.

Camelo no deserto com pirâmides ao fundo
Camelo no deserto do Egito

Egito desde primórdios até os dias de hoje

Curiosidades sobre o Egito Antigo

1) Os faraós eram gordos

Mesmo que imagens do Egito Antigo mostrem que os faraós eram pessoas esbeltas, a realidade é diferente.

Os banquetes eram bastante fartos e a dieta era rica em mel, açúcar e pão, por isso, a grande maioria dos faraós eram gordos.

Líderes do Egito Antigo
Templo do Egito como líderes personificados como esbeltos

2) Trabalho pago pelas pirâmides

Embora muitos pensem que as pirâmides do Egito tenham sido construídas por escravos, na verdade, os trabalhadores eram pagos pelos faraós.

3) Domingo é um dia útil

O nosso domingo, por exemplo, é um dia útil para eles. Desta forma, é possível dizer que o fim de semana do país é a nossa sexta-feira e sábado.

4) Cerveja era moeda de troca no Egito

Os primeiros registros de cerveja no mundo têm 6 mil anos e são ligados aos Sumérios, povo mesopotâmico. Mas você sabia que esta bebida tinha um alto valor no Egito?

Muitos pensam que, na época dos faraós, o ouro era o que mais valia, mas a cerveja chegou a ser uma moeda corrente

5) Punição com morte caso matasse gatos

No Egito Antigo, os gatos eram bastante valorizados.

Quem matasse um desses felinos era punido com a morte e, em sinal de luto, os egípcios chegavam a depilar as sobrancelhas.

6) Os egípcios foram os primeiros a adotar o calendário com 365 dias

A contagem dos dias desta forma era feita para saber quando o Rio Nilo iria inundar.

Rio Nilo no Egito
O Rio Nilo teve grande influência na criação do calendário com 365 dias

7) Os egípcios criaram o barco a vela

Portugueses e Espanhóis são famosos mundialmente por terem desbravados os mares ao redor do mundo, mas o que muitos não sabem é que o barco a vela é uma criação do Egito, país que é conhecido por muitas invenções, como a pasta de dente e o calendário.

8) A longa existência do algodão

Os egípcios são bastante famosos pela qualidade do algodão local, pelos lençóis de muitos fios também, né?

Para quem não sabe também, há 5 mil anos, já existia vestido de algodão no Egito.

5) Punição com morte caso matasse gatos

No Egito Antigo, os gatos eram bastante valorizados.

Quem matasse um desses felinos era punido com a morte e, em sinal de luto, os egípcios chegavam a depilar as sobrancelhas.

6) Os egípcios foram os primeiros a adotar o calendário com 365 dias

A contagem dos dias desta forma era feita para saber quando o Rio Nilo iria inundar.

Rio Nilo no Egito
O Rio Nilo teve grande influência na criação do calendário com 365 dias

7) Os egípcios criaram o barco a vela

Portugueses e Espanhóis são famosos mundialmente por terem desbravados os mares ao redor do mundo, mas o que muitos não sabem é que o barco a vela é uma criação do Egito, país que é conhecido por muitas invenções, como a pasta de dente e o calendário.

8) A longa existência do algodão

Os egípcios são bastante famosos pela qualidade do algodão local, pelos lençóis de muitos fios também, né?

Para quem não sabe também, há 5 mil anos, já existia vestido de algodão no Egito.

Diz a lenda que na câmara mortuária tinha a frase: “A morte vai atacar com seu tridente aqueles que incomodarem o repouso do faraó”.

Mas, na verdade, os arqueólogos morreram em decorrência de um fungo que atacou os seus pulmões.

9) Até hoje encontram múmias

Até hoje são encontradas artefatos do Egito Antigo e múmias. Por todo o país, diversos arqueólogos fazem escavações.

Um dos lugares mais escavados é o Vale do Reis, em Luxor, onde, inclusive, foi encontrado o faraó Tutankamon.

10) O mistério da Maldição de Tutankamon

Por falar em Tutankamon, existe uma maldição que leva o seu nome e que foi usada para justificar a sequência de mortes dos arqueólogos que descobriram a sua tumba, em 1922.

O fato ocorreu pouco depois da revelação da câmara mortuária do jovem faraó.

11) Onde está a Cleópatra?

Apesar da grande quantidade de pessoas escavando o país, até agora, nenhum vestígio da famosa faraó Cleópatra, que comandou o Egito por 22 anos, foi encontrado.

Curiosidades do Egito de hoje

12) Andar de carro no Egito é uma aventura

É som de buzina para todo o lado, principalmente, na capital Cairo.

Chega a assustar quem não é de lá, mas os egípcios convivem muito bem sem este tipo de sinalização.

Trânsito de Cairo
Trânsito de Cairo

13) Cairo tem apenas 25 semáforos

Também, não é para menos. A região metropolitana do Cairo tem apenas 25 semáforos.

E olha que lá residem mais de 20 milhões de pessoas. Dá-lhe buzina!

14) Camelos e Uber no trânsito

Uma das curiosidades do Egito é que os camelos fazem parte do trânsito em vários lugares de Gizé e o Uber é uma das melhores opções de transporte para quem viaja de forma independente ao país.

15) Vendedores pra lá de insistentes

Ao caminhar pelo Cairo, por exemplo, você ficará com vontade de comprar perfumes, papiros e luminárias, mas aí vai uma dica!

Só pare em uma loja se você estiver realmente interessado em algo porque os vendedores são muito insistentes.

Loja de Luminárias no Egito
Loja de luminárias em Cairo

16) Negociar para pagar menos

Não aceite de primeira o valor proposto por qualquer objeto em lojas.

É preciso negociar bastante e este tipo de prática faz parte da cultura do país. Quando estive lá, comprei souvenirs por 1/3 do valor inicial.

17) Nada de demonstração de afeto em lugar público

Beijos entre casais e demonstração de afeto são proibidos em público, porém, é comum homens darem três beijos na bochecha, como uma forma de cumprimento.

Homens egípcios também costumam andar de mão dadas em algumas situações.

18) Programas de tv sem beijo

Programas de televisão e filmes produzidos no país não mostram imagens de beijos entre homens e mulheres.

Produções de outros países podem ter esse tipo de imagem, mas nada que possa ser considerado ofensivo no Egito.

19) O Egito é a Hollywood da África

Há um grande investimento em produções de filmes locais para egípcios e também para exportação. Não à toa, o Egito é considerado a Hollywood da África.

20) Beber não pode. Fumar sim.

Apesar das bebidas alcoólicas serem proibidas para os egípcios, a população do Egito fuma bastante cigarro e narguilé.

No país, apenas em raras ocasiões vemos turistas bebendo algo alcoólico.

21) Raio X em todos os lugares

Por medo de atentados terrorista, o país tem uma segurança bastante reforçada e não somente em pontos turísticos.

Um das curiosidades de Egito é que, por todo lado, há máquinas de raio X, inclusive para entrar em hotéis.

22) Há cristãos no Egito

Cerca de 85% da população do Egito é muçulmana. Os outros 15% são cristãos.

Mesquita de Muhammad Ali, no Cairo
Mesquita de Muhammad Ali, no Cairo

23) As 5 orações por dia

Como boa parte da população egípcia é muçulmana, eles respeitam bastante os costumes da religião.

Ao longo do dia, a população local costuma rezar 5 vezes por dia. A primeira antes do sol nascer e a última quando a noite cai.

24) Visitar o interior das Pirâmides de Gizé é para avançados

Visitar o interior das Pirâmides de Gizé não é para qualquer um, principalmente se você for claustrofóbico.

Logo ao entrar, já é possível sentir que não há muita circulação de ar e que faz bastante calor. Alguns turistas até saem chorando do passeio.

Entrada de uma das pirâmides de Gizé
Entrada de uma das pirâmides de Gizé

Muitos dos túneis são estreitos e, em algumas partes, é preciso fazer o trajeto agachado. Outra fato a ser falado é que não é possível voltar pelo mesmo caminho da entrada.

25) A troca de mulheres por camelos, ouro e frutas 

Não é mentira, os homens do Egito oferecem camelos por mulheres e isso acontece com as estrangeiras também.

Camelos do Egito
Camelos são oferecidos em troca de mulheres no Egito

Apesar de ser constrangedor quando acontece, isso faz parte da cultura local.

Antes de casar, há uma negociação e o homem precisa pagar um dote para a família da potencial esposa, além de comprar uma casa e mobiliar para a sua nova mulher.

No país também é permitido que um homem tenha quantas esposas ele desejar, porém, ele precisa oferecer o mesmo tratamento a todas.

Como já falamos antes, o país vive uma situação econômica muito difícil e este tipo de prática está se tornando algo cada vez mais raro

fonte: https://aresdomundo.com/curiosidades-sobre-o-egito/

sábado, 27 de junho de 2020

A superpotência africana que chegou a conquistar o Egito, mas foi esquecida pela história

Zeinab Badawi

Construção aksumitaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionReis aksumitas controlavam comércio no mar Vermelho

A grande pirâmide de Gizé, no Cairo, é considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Mas quem segue o curso do rio Nilo e viaja rumo ao sul, no território onde hoje é o Sudão, se depara com milhares de construções similares, que pertenceram ao reino de Kush (ou Cuche).

Kush foi uma superpotência africana e sua influência se estendeu até o atual Oriente Médio.

O reino existiu por centenas de anos e, no século 8º antes de Cristo, conquistou o Egito, também na África, governando-o por décadas.

E o que restou dessa civilização é impressionante.

Pirâmides no SudãoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUnesco considera Jebel Barkal Patrimônio da Humanidade

Legado

Mais de 300 pirâmides continuam intactas, praticamente inalteradas desde que foram construídas, há cerca de 3 mil anos.

As mais suntuosas se encontram em Jebel Barkal, uma pequena montanha no Sudão do Norte que, junto com a cidade de Napata, são consideradas patrimônio da humanidade pela Unesco, o braço da ONU para educação, ciência e cultura.

No local, além das pirâmides, há tumbas, templos e câmaras funerárias completas, com pinturas e desenhos que a Unesco descreve como "obras-primas de um gênio criativo que mostram os valores artísticos, sociais, políticos e religiosos de uma comunidade de mais de 2 mil anos".

Pirâmides do Reino Kush, no SudãoDireito de imagemKUSH COMMUNICATIONS
Image captionMais de 300 pirâmides do reino Kush seguem praticamente intactas no Sudão

Os cuchitas eram africanos negros, em sua maioria agricultores, mas também artesãos e mercadores. Eles vendiam ouro, incenso, marfim, ébano, óleos, penas de avestruz e pele de leopardo.

Além de possuir minas de ouro e terras cultiváveis, o reino ocupava uma localização comercialmente estratégica, dado que de lá se transportavam mercadorias pelo rio Nilo e também por estradas que levavam ao mar Vermelho.

Suas riquezas chegaram a rivalizar com as dos faraós.

Mas até hoje o legado de Kush ainda não é amplamente conhecido, inclusive entre os africanos.

Pirâmides de MeroeDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAfricanos desconhecem sua história, dizem especialistas

História da África

Um projeto com objetivo de resgatar o passado do continente nasceu no início da década de 1960.

A África se tornava independente da Europa e, em meio à onda nacionalista, muitos de seus jovens líderes assumiram o compromisso de não só descolonizar seus países, mas também suas histórias.

Tampouco havia interesse de historiadores ocidentais. Por causa da falta de registros escritos, muitos deles simplesmente abandonaram a tarefa de revisitar o passado do continente.

Assim, a Unesco ajudou estudiosos africanos a criar o projeto, recrutando 350 especialistas de diferentes áreas e de toda a África.

O resultado foi uma coletânea de oito volumes que abrangem desde a pré-história até a era moderna.

O oitavo livro foi concluído na década de 1990 e o nono já começou a ser preparado.

Pinturas das pirâmides de Jebel BarkalDireito de imagemKUSH COMMUNICATIONS
Image captionNo interior dos restos arqueológicos de Jebel Barkal, há pinturas consideradas "obras-primas" pela Unesco

Polêmica

Houve polêmica, contudo, em torno da decisão da Unesco de começar a coletânea com um exemplar sobre as origens da humanidade, expondo a teoria da evolução.

O volume provocou a ira de comunidades cristãs e muçulmanas, dado que alguns países da África acreditavam no criacionismo, doutrina que defende que os seres vivos surgiram do criador e não são, portanto, fruto da evolução.

Cristão ortodoxo da EtiópiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionMonarcas do Reino de Aksum (ou Axum) foram os primeiros a abraçar o cristianismo

O paleontólogo queniano Richard Leakey, que contribuiu para a elaboração do primeiro volume, diz acreditar que o fato de o ser humano ter vindo da África continue sendo algo digno de reprovação por alguns ocidentais, que preferem negar essa origem.

Apesar disso, continua pouco divulgada a história do reino de Kush, onde as rainhas podiam governar por direito próprio.

O mesmo ocorre com o reino de Aksum, descrito como uma das quatro grandes civilizações do mundo antigo.

Os reis aksumitas controlavam o comércio do mar Vermelho desde seu território, situado na região onde estão atualmente a Eritreia e a Etiópia.

Além disso, foram os primeiros governantes da África a abraçar o cristianismo e em convertê-lo em religião oficial do reino.

Sítio arqueológico de MeroeDireito de imagemAFP
Image captionSítio arqueológico de Meroe, a 300 km ao norte da capital do Sudão, Cartum

'Escuridão'

Para especialistas, por força da influência colonialista, essa história é pouco conhecida até entre acadêmicos e professores africanos.

Por causa dela, não tiveram acesso a um relato integral e cronológico de sua história.

Escola da ÁfricaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUnesco espera que história da África seja ensinada nas escolas por especialistas locais

Hugh Trevor-Roper, um dos mais destacados historiadores britânicos de todos os tempos, diz: "Talvez no futuro será possível ensinar algo sobre a história da África. Mas até o momento não há nenhuma ou quase nenhuma: só existe a história dos europeus na África".

"O resto é escuridão, assim como ocorre com a história pré-europeia e a pré-colombiana na América. Uma escuridão que não é sujeito para a história", completou.

A declaração é de 1965, mas continua atual.


fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-40484880

AS PRÁTICAS MÉDICAS DO ANTIGO EGITO QUE SÃO USADAS ATÉ HOJE



Direito de imagem GETTY IMAGES Image caption 

No Egito antigo, a medicina e a magia se misturavam em um conjunto de práticas

A medicina no Egito Antigo estava inevitavelmente misturada com a magia. Na época, não havia uma linha clara que demarcasse os limites entre a ciência e a religião.

Com frequência, acreditava-se que as doenças haviam sido enviadas pelos deuses como uma espécie de castigo ou que eram espíritos maus que estavam no corpo da pessoa e tinham de ser expulsos por meio de rituais, feitiços e amuletos.

Mas tudo isso era conjugado com uma medicina bastante prática - e alguns dos métodos utilizados na época sobreviveram ao passar do tempo.

Ainda que suspeite-se que muito conhecimento tenha se perdido com infortúnios como o desaparecimento da Biblioteca Real de Alexandria, sabe-se que a rica cultura egípcia, que floresceu por mais de 3 mil anos antes de Cristo, era muito avançada.

Ainda assim, não deixa de ser surpreendente o que sabiam no campo da Medicina, como por exemplo:

Cirurgia

Direito de imagem GETTY IMAGES Image caption  

Mumificação permitiu aos egípcios antigos conhecerem a anatomia humana

Os egípcios antigos aprenderam muito sobre a anatomia humana graças à tradição de mumificação. Ao preparar os mortos para sua viagem rumo ao além, podiam analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa havia contraído em vida.


Isso permitiu que entendessem o suficiente do assunto para fazer cirurgias, sinais das quais podem ser encontrados nas múmias, desde a perfuração de crânios até a remoção de tumores.


Tratamentos dentários

Direito de imagem  GETTY IMAGES  Image caption  

Hesire, um alto funcionário do rei Zoser, era o chefe de dentistas e médicos em 2700 a.C.

Por mais que se esforçassem em limpar e moer bem os grãos para fazer farinha, restavam pequenos pedaços de pedras na comida, assim como um pouco de areia do deserto. Isso desgastava os dentes e podia levar ao surgimento de buracos e infecções.

No Papiro Ebers, um dos tratados médicos mais antigos conhecidos, há várias receitas de preenchimentos e bálsamos. Uma delas descreve como tratar um "dente que coça até a abertura da pele": uma parte de cominho, outra de resina de incenso e uma de fruta.

Algumas receitas incluíam mel, que é antiséptico. Em outros casos, simplesmente tapavam os buracos com linho.
PrótesesDireito de imagem JON BODSWORTH Image caption 

Próteses eram úteis tanto para os vivos quanto para os mortos

Os egípcios antigos precisavam de próteses tanto para os vivos quanto para os mortos - e talvez fossem até mais importantes para os mortos. Acreditava-se que, para enviar o corpo para o além, este deveria estar inteiro, daí a importância da mumificação e de completar o que faltasse antes da viagem final.

Mas também serviam para as pessoas vivas. A prótese de dedo na foto acima foi usada por uma mulher e é a mais antiga conhecida.


Circuncisão

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Aparentemente, a circuncisão era feita quando o medido entrava na idade do 'uso da razão' (entre 8 e 11 anos)

A circuncisão é praticada ao longo da história por várias sociedades por razões médicas e/ou religiosas. No Egito Antigo, era bastante comum, tanto que o pênis não circuncisado era visto como algo curioso.

Há escritos descrevendo a fascinação dos soldados egípcios com os pênis dos povos líbios que haviam conquistado. Eles contam, com frequência, que essas pessoas eram levadas para casa pelos egípcios para que seus conhecidos pudessem ver suas partes íntimas.

Sistema médico controlado pelo governo

Direito de imagem GETTY IMAGES Image caption 

Manuais médicos registravam doenças e tratamentos

O acesso ao cuidado médico era controlado de perto pelo governo no Egito Antigo. Havia institutos que treinavam os médicos, que eram educados segundo um currículo específico. Esses locais também recebiam pacientes e os tratavam.

Havia manuais médicos, como o já mencionado Papiro Ebers, no quais eram registrados doenças e tratamentos. Além disso, há descrições de acampamentos médicos instalados próximos de canteiros de obras para atender os operários que sofriam acidentes.

Ainda há indícios de que, se o acidente ocorria no trabalho e a pessoa não podia trabalhar por causa disso, o operário recebia um pagamento durante o período de enfermidade.

O EMBRANQUECIMENTO HISTÓRICO DO EGITO ANTIGO


Por Pedro Alvarenga e Thayná Trindade Do História das Artes Visuais

O poder e construção de memória coletiva dos veículos de massa é incalculável. Os textos, falas e sobretudo as imagens produzidas pela máquina midiática capitalista ocidental literalmente construíram toda a percepção de mundo do sujeito contemporâneo. Por isso países como os Estados Unidos da América dão tanta importância e poder aos grupos midiáticos. A imprensa e a indústria do entretenimento (não que hoje em dia ainda haja algum tipo de diferença entre as duas) é conhecida como o terceiro poder. Mas que essa ordem não seja entendida como de grandeza ou influência. Não raro o poder da mídia extrapola a legalidade dos poderes democráticos.

O problema que intentamos em tratar passa por um dos pontos mais sensíveis da historiografia: A percepção história como uma construção contemporânea. O trabalho de um historiador é, entre tantas outras funções, criar narrativas que representem a visão de um povo em determinada época sobre determinado acontecimento, objeto, ou sociedade de outra época e local. Mas esse recorte essencial é, na maioria das vezes, ocultado pela própria narrativa historiográfica e tende a se colocar como verdade. Isso no campo da pesquisa acadêmica. No campo da mídia a questão é ainda mais grave. A indústria do Cinema norte americana produziu em um século mais distorção na percepção histórica do ocidente do que toda a escrita etnocêntrica dos quinze séculos anteriores. E tudo isso sob a chancela de “produto de entretenimento”.

O caso do povo egípcio, nosso objeto de estudo, é um dos maiores exemplos desse processo de apagamento e falseamento da existência histórica de toda uma sociedade. Sendo impossível negar a existência do povo egípcio e sua sociedade extremante complexa e rica tecnologicamente, resta roubar suas descobertas e fazer com que a imagem que se tem deles não seja tão diferente da imagem que os europeus (desde os romanos) tinham de si mesmos.

Foram os antigos egípcios que inventaram, entre milhares de outras maravilhas tecnológicas, uma das primeiras mídias portáteis do mundo, o papiro. Não por caso Alexandria tinha uma das maiores bibliotecas do mundo antigo – destruída num incêndio que até hoje geram controvérsia entre os historiadores, mas cuja versão mais popular da narrativa diz ter sido proporcional, logo pós a conquista da cidade pelos árabes em 642 d.c. Mas os livros de história ocidentais nos dizem que Calímaco, um grego, foi o responsável por criar o primeiro sistema de catalogação de arquivos, muito similar ao adotado por Roma e por todo o ocidente moderno. Esse sistema, na realidade, é apenas uma adaptação do que era usado na biblioteca de Alexandria, cidade visitada por Calímaco.

A imagem do Egito antigo que temos no senso comum do ocidente contemporâneo é tão artificial que uma criança dificilmente associa o Egito ao seu continente, a África. Aliás, que eu me lembre de colégio, a história do Egito é ensinada em separado da história do resto da África (quando essa é ensinada).

O povo do Egito antigo era negro. Diversos textos antigos (gregos e árabes) assim os relatam. Na historiografia moderna porém, esses textos são ignorados. O processo de construção de uma imagem eurométrica do povo egípcio se dá de forma maquínica: Os relatos históricos apagam as menções à negritude dos egípcios; a arte, a literatura e a mídia ocidentalizam sua imagem (embranquecem a pele e normativizam suas relações sociais pelo padrão europeu); sua existência enquanto povo é dissociada da África.

O EGITO NEGRO

Cheikh Anta Diop (1923 – 1986), historiador, filósofo, antropólogo e político senegalês, foi o principal responsável por trazer a discussão da origem da raça e da civilização egípcias. Seu livro Nations nègres et culture: De l’antiquité nègre égyptienne aux problèmes culturels de l’Afrique Noire d’aujourd’hui (Nações negras e cultura: Da antiguidade negra egípcia aos problemas culturais da África negra de hoje, em tradução livre) publicado em 1954 e ainda sem tradução completa para o português, o autor argumenta, com base em diversos textos antigos (de autores bíblicos a documentos gregos), obras de arte egípcias de diversos períodos, análises comparativas (totemismo, circuncisão, realeza, cosmogonia, organização social, matriarcado – cada item em um capítulo), argumentos linguísticos (como, por exemplo, a existência de um termo próprio pelo qual o povo egípcio se representava, KMT, que significaria preto/do carvão), e estudos históricos e antropológicos sobre o povoamento da África a partir do vale do Nilo. Essa discussão ocupa todo a primeira parte do livro e não deixa dúvidas sobre a negritude do povo egípcio. Mas, mesmo sendo parte da coleção História Geral da África, o trabalho de Cheikh é academicamente sabotado em quase todo o mundo, como acontece com vários autores negros e terceiro-mundistas.

Cheikh já inicia seu texto com o argumento base de sua defesa da negritude do povo egípcio. Com base nas descobertas mais atuais da antropologia física nos anos 1950, o autor argumenta:

Portanto, se a humanidade teve origem nos trópicos, em tomo da latitude dos Grandes Lagos, ela certamente apresentava, no início, pigmentação escura, e foi pela diferenciação em outros climas que a matriz original se dividiu, mais tarde, em diferentes raças; havia apenas duas rotas através das quais esses primeiros homens poderiam se deslocar, indo povoar os outros continentes: o Saara e o vale do Nilo.”

A aceitação da hipótese da origem monogenética da humanidade leva Cheikh a investigar o estabelecimento das primeira comunidades humanas ao redor do vale do Nilo e seu desenvolvimento até a formação da sociedade egípcia.

Figura 1 Um faraó da I dinastia egípcia. Segundo J. Pirenne, tratar-se-ia de Narmer, o primeiro faraó da História. (Fonte: C. A. Diop. 1967. pr. XVI.)

Após apresentar uma longa série de argumentos dos mais diversos autores que participaram do congresso Pan-Africano de Pré História, realizado em Adis Abeba em 1971, e outros tantos estudos de pesquisadores europeus e norte americanos, Cheikh conclui que o fundamental em todas elas é que, mesmo com discordância em algumas datações e na localização precisa do povoamento humano de certas épocas, o alto grau de convergência dos estudos prova que a base da população egípcia do período pré-dinástico era negra. Sendo falsas as teorias de que o elemento negro teria se infiltrado de modo tardio no Egito.

“os fatos provam que o elemento negro era preponderante do princípio ao fim da história egípcia, particularmente se observarmos, uma vez mais, que “mediterrânico” não é sinônimo de “branco”; estaria mais próximo da “raça morena ou mediterrânica” de Elliot­‑Smith. “Elliot­‑Smith classifica esses protoegípcios como um ramo do que ele chama raça morena, que corresponde à ‘raça mediterrânica ou euro­‑africana’ de Sergi . O termo “moreno” neste contexto refere­‑se à cor da pele e é simplesmente um eufemismo de negro. Assim, fica evidente que toda a população egípcia era negra, com exceção de uma infiltração de nômades brancos no período protodinástico.”

O elemento branco no genoma humano é tardio, mas existem varrições na pigmentação humana desse antes de seu surgimento. Ou seja, um negro com tom de pele mais claro não tem, necessariamente, componentes europeus no sangue. Assim, Cheikh defende a negritude genética do povo egípcio. Seus argumentos passam por análises e testes de dosagem de melanina feitos em algumas múmias nas quais foram encontrados tecidos de pele; medidas osteológicas; grupos sanguíneos e se estendem por mais de 200 páginas. Mas há ainda a questão da formação cultural.

Longe de uma ideia e purismo, o autor admite que a cultura egípcia se formou num caldeirão de influências até ser ela própria a maior influência cultural e política de toda a África.

“O clima relativamente úmido no final do Neolítico e durante todo o período pré-dinástico, que assistiu à formação da civilização no Egito, tornou o deserto árabe, entre o mar Vermelho e o vale do Nilo, permeável, por assim dizer. Foi por esse caminho, sem dúvida, que as influências mesopotâmicas cuja importância, aliás, talvez tenha sido superestimada – penetraram no Egito.”

Cheikh admite que, por falta de interesse, poucos estudos foram realizados para estudar os contatos do Egito com as culturas do Saara no período pré-dinástico (fim do neolítico). Mas que a inscrição de certos símbolos nas paletas protodinásticas permitem supor similaridades entre os povos do vale do Nilo e do deserto Líbio.

As partes mais interessantes dessa parte do livro são as seguintes que tratam das várias referências de autores da antiguidade clássica aos egípcios. Mostrando uma erudição rara, Cheikh, cita vários autores da antiguidade em passagens referentes ao povo egípcio. Heródoto, Aristóteles, Sêneca, Luciano, Apolodoro, Ésquilo, Estrabão, Diodoro, Diógenes Lércio, Amiano Marcelino e outros. Todos eles se referindo ao povo egípcio como negro.

Das citações destacamos algumas mais pungentes:

“Aqueles que são muito negros são covardes, como, por exemplo, os egípcios e os etíopes. Mas os excessivamente brancos também são covardes, como podemos ver pelo exemplo das mulheres; a coloração da coragem está entre o negro e o branco”

Arítóteles, Fisionomia – Livro VI

“Egito conquistou o país dos homens de pés negros e chamou‑o Egito, a partir de seu próprio nome.”

Apolodoro, século I antes da Era Cristã, Livro II, A família de Ínacos.

“Os etíopes dizem que os egípcios são uma de suas colônias, que foi levada para o Egito por Osíris. Eles afirmam que, no começo do mundo, o Egito era apenas um mar, mas que o Nilo, transportando em suas enchentes grandes quantidades de limo da Etiópia, terminou por colmatá-lo e tornou-o parte do continente (…). Acrescentam que os egípcios receberam deles como de seus autores e ancestrais a maior parte de suas leis”

Diodoro, História Universal. Livro III

O autor cita ainda Homero para atestar a antiguidade e importância da civilização etíope.



figura 2 Ramsés II e um Batutsi moderno. (Fonte: C. A. Diop. 1967. pr. XXXV.)



Figura 3 A Esfinge, tal como foi encontrada pela primeira missão científica francesa no século XIX. Presume-se que esse perfil, tipicamente negroide, represente o faraó Khafre ou Quéfren (cerca de -2600, IV dinastia), construtor da segunda pirâmide de Guizé. O perfil não é nem helênico nem semita: é bantu. (Fonte: C. A. Diop. 1967. pr. XIX.)

No capítulo seguinte, Cheikh desenvolve um sofisticado estudo linguístico para analisar como o povo egípcio se referia a si mesmo no que tratava de raça e cor. Do qual destacamos a parte que se refere a palavra KMT.

Segundo Cheikh, os egípcios tinham apenas uma palavra para designar a si mesmos nos textos faraônicos: = KMT que significaria “os negros”, um plural. O sentido da palavra é literal, vez que esse é o termo mais forte existente na língua faraônica para indicar a cor preta; assim, é escrito com um hieróglifo representando um pedaço de madeira com a ponta carbonizada.

Essa seria a origem etimológica da importante raiz kamit. Dela teria se derivado a raiz bíblica kam. O autor observa que na língua egípcia, o plural é indicado a partir da junção de um adjetivo ou de um substantivo ao feminino singular. Assim, KMT, do adjetivo = km = preto, significa precisamente “negros”, ou, pelo menos, “homens pretos”. A palavra é um coletivo que descrevia o conjunto do povo do Egito faraônico como um povo negro.


Figura 4 Representação proto­‑histórica de Tera­‑Neter, um nobre negro da raça dos Anu, primeiros habitantes do Egito. (Fonte: C. A. Diop. “Antériorité des Civilisations Nègres: Mythe ou Realité Historique?”. Paris, Présence Africaine, 1967. pr. XIV.)


Figura 5 Zoser, típico negro, faraó da III dinastia, inaugurou a grande era da arquitetura em pedra revestida: a pirâmide em degraus e o complexo funerário em Sacará. Em seu reinado, todas as características tecnológicas da civilização egípcia já estavam desenvolvidas. (Fonte: C. A. Diop. 1967. pr. XVII.)

TRADIÇÃO DE EMBRANQUECIMENTO

Se a assimilação do estilo e o apagamento da identidade física são um lugar comum nas relações de dominação cultural em todos os povos, o embranquecimento se tornou regra no ocidente a partir do renascimento a partir do final do séc. XIV. Era regra que todas as representações (mitológicas, bíblicas, oníricas) fossem contemporanizadas. Assim, séculos mais tarde quando o orientalismo fascinou toda a Europa, os cânones fizeram com que surgissem toda a sorte de odaliscas brancas como polacas. Já no século XX, com o cinema Hollywoodiano se afirmando, as grandes narrativas bíblicas e histórica não podiam contar com atores negros, uma vez que à esses sequer era permitido serem artistas. Não que isso preocupasse um diretor como D. W. Griffith. Mas o fato é que Hollywood foi, em pouco mais de um século, responsável por criar a imagem de Egito que temos hoje: Exoticamente branco.

Egito Antigo e Suas Representações na Contemporaneidade Midiática.

No mundo do cinema e da televisão, olhamos para a tonelada de protagonistas brancos com normalidade porque essa é a norma das produções – a história de personagens brancos é o “padrão”. Atores não-caucasianos possuem uma lista muito pequena de tipos de personagens, muitas vezes estereótipos, da qual escolher.

No século XX as produções midiáticas acerca do Egito Antigo tendem a retratar o povo egípcio como tendo sido uma população predominantemente branca. Essa tendência não começou no século XX, mas foi durante ele que essa referência imagética de um “Egito branco” prevaleceu na cultura e na mentalidade contemporânea. E mesmo no século XXI, ainda vemos filmes, novelas, desenhos, etc., retratando os faraós sempre brancos, a nobreza egípcia sempre branca, o grosso da população sendo branca, e quando há negros e pardos, estes geralmente são camponeses ou escravos.



Figura 6: Filme: Êxodos: Deuses e Reis

Há quem diga com bastante cinismo que pensar num Antigo Egito Negro é ‘’tudo confusão com os núbios’’ -uma civilização negra também próxima ao Nilo.- ”não eram negros, mas brancos de pele morena. ”. Parece coisa do século XIX, mas não é. Um erro dessa natureza e magnitude não acontece por má fé ou ignorância, só a irresponsabilidade intelectual e o racismo explicam. Com o mito desse ‘’Egito Europeizado” criado e manipulado por Hollywood e dado como aceito durante anos, dificultou-se a desconstrução e a real representação dos povos egípcios.
Produções cinematográficas recentes e a perpetuação do embranquecimento egípcio:

Recentemente a discussão sobre o embranquecimento das produções hollywoodianas chamou a atenção da mídia especializada. Esse é um assunto que abrange desde a mudança de etnia de personagens, até o uso do chamado “blackface” – quando um ator branco passa por uma mudança estética para parecer de outra etnia. Desde a sua formação, Hollywood e demais produções mundiais vem usando desses mecanismos em seus filmes e projetos. E a partir disso, uma breve análise sobre essas recentes produções e o porquê de sua ilegitimidade e manutenção de falsas informações.



Figura 8 Filme: Deuses do Egito

Além de usurpar e modificar a história egípcia, foi necessário embranquecer também os seus sujeitos. Nos filmes em Êxodo: Deuses e Reis, Os 10 Mandamentos e o mais recente Deuses do Egito, os personagens são majoritariamente brancos e com sua história nitidamente distorcida. As três produções citadas acima, tratam o Egito como uma localidade exterior à África (Apesar de estar naquele continente), mantendo uma plasticidade totalmente ultrapassada, com personagens que mantém estereótipos e velhos clichês totalmente machistas.

O que acontece em todas essas produções não é nenhuma novidade, o racismo não precisa inventar a roda. Os personagens masculinos retratando antigos egípcios como grandes guerreiros, quase sempre são blackfaces como é o caso do novo Ramsés de Ridley Scott em Êxodo: Deuses e Reis. O ator escalado para o papel é ninguém menos que Joel Edgerton que é loiro de olhos azuis. A solução foi reeditar a maquiagem usada pelo russo Yul Brynner em Os dez mandamentos (Americano), com muita cobertura de pele para sugerir o bronzeado de quem passa muito tempo tomando sol, jamais um tom de pele indiscutivelmente negro.

Também é esperado que o faraó seja amargurado e invejoso, jamais um grande estadista e estrategista. Contra o único deus possível, à imagem e semelhança de um homem branco, um líder negro se torna herege, um perdedor. Por outro lado, também é quase certeza que a educação egípcia de Moisés seja menosprezada, algo que está em completa oposição ao deus verdadeiro. As entidades egípcias e sua influência precisam ser destruídas, pelo menos em tese, para que apareça um novo deus em quem se pode acreditar.

Para Hollywood também é perfeitamente possível que a realeza egípcia seja branca, enquanto assassinos, ladrões e populares são negros, vide Êxodo: Deuses e Reis. O que está por trás dessa manobra é a ideia de que a nobreza egípcia não poderia ser africana mesmo que inexistam evidências de que a origem desses indivíduos, nobres ou plebeus, esteja fora da África. Aliás, ainda que se reconheça que nessa sociedade pessoas de diferentes tons de pele conviveram, não há registros de que houvesse qualquer segregação motivada pela cor da pele.

As antigas mulheres egípcias são todo um caso à parte, tanto no cinema e na televisão. Sempre muito brancas, de acordo com um padrão de beleza eurocêntrico, delicado como porcelana. No contexto de uma civilização do deserto, a sugestão sexista é a de que o território da mulher não a cidade e que seu papel político seja diminuído e resumido a intrigas motivadas pelo amor e pela paixão ao exemplo de Nefertari – Uma das maiores rainhas egípcias parece não ter nada mais a fazer do que sentir ciúmes de Moisés, como acontece com muitos personagens do “Dez Mandamentos.



Figura 7 Filme: ”Os 10 Mandamentos.”

Hollywood e suas vertentes, não mudaram sua concepção e não fizeram questão de perceber que o mundo a sua volta modificou e, que falhas não passarão desapercebidas ou sem algum tipo de problematização. O Egito Hollywoodiano está mais para mitologia Grega e as produções nacionais (Rede Record e associados) mais para o filme 300. Com total ausência de pesquisa séria, que retratem a verdadeira face do Egito Antigo.



Figura 9: Atriz Gina Torres, interpretando Cleópatra na série Xena

CONCLUSÃO

É importante empreender a revisão histórica e a desconstrução dessa imagem forjada midiaticamente pelo imperialismo branco, não só no que diz respeito ao Egito antigo mas a todas os povos africanos, orientais e sul americanos. A valorização acadêmica dos pensadores que se dedicaram a isso também é importante. Não podemos depender unicamente do esforço monumental de pensadores como Cheikh Anta Diop, é preciso que haja uma rede de pensadores que trabalhem essa desconstrução cotidianamente nas salas de aula, nas produções midiáticas e em suas pesquisas.

FONTES:

História geral da África, II: África antiga / editado por Gamal Mokhtar. – 2.ed. rev. – Brasília : UNESCO, 2010. 1008 p.

DIOP, Cheikh Anta – Nations nègres et culture: De l’antiquité nègre égyptienne aux problèmes culturels de l’Afrique Noire d’aujourd’hui, 1954, Paris, Editions Présence Africaine,

Alunos: Pedro Alvarenga e Thayná Trindade



PAN, ÊXODO E RACISMO – HOLLYWOOD E O EMBRANQUECIMENTO DE PERSONAGENS NÃO-CAUCASIANOS

http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2015/11/egito-negro.html

http://www.nehmaat.uff.br/revista/2013-2/artigo06-2013-2.pdf

Exodus novo filme de ridley scott e acusado de promover embranquecimento e relegar atores negros papeis de escravos e bandidos

EGÍPCIOS NEGROS OU BRANCOS? UMA PESQUISA SOBRE A MEMÓRIA DO EGITO ANTIGO

http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190250POR.pdf


Fonte da matéria: https://www.geledes.org.br/o-embraquecimento-historico-do-egito-antigo/

Serapis Bei

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